Comporte-se por favor!

Ambiente voltado para a troca de ideias de forma leve e construtiva, visando encontrar um caminho mais alinhado com nossos desejos e aspirações. Aqui, não há certo ou errado; o foco está no aprendizado.

  • Ser adulto é uma tarefa desafiadora e, muitas vezes, exaustiva. Já pararam para refletir sobre isso? Quando éramos crianças, almejávamos crescer, alimentando a ilusão de que a vida adulta seria muito mais simples. Eu sonhava em ser uma pessoa segura e forte, acreditando que aos 18 anos teria meu carro, meu apartamento e que poderia levar minha irmã e minha mãe para longe dos abusos do meu pai. Não que eu não o ame, mas conviver com ele não era fácil.

    Agora, aos 41 anos, posso afirmar que a vida não é nada simples. Não sou ingrata; tenho quase tudo que sempre desejei.Em termos de amor, saúde, trabalho e família, sou bastante realizada, graças a Deus. Contudo, é uma luta constante, com mil decisões a serem tomadas diariamente e desafios que variam em peso. Às vezes, confesso que dá vontade de parar, de desistir desse “jogo” que é repleto de egos, máscaras, politicagem e falta de autenticidade.

    Seria muito mais simples se pudéssemos assumir nossas aversões e aplaudir o que realmente gostamos. Seria prudente falarmos abertamente sobre nossas frustrações e reconhecer que todos nós, sem exceção, somos vulneráveis em algum momento. Viver de forma autêntica, sem máscaras e sem medo de expor que a vida não é fácil, que dá trabalho e que é normal sentir-se cansado.

    É preciso ser franco: viver exige muito esforço, especialmente se você deseja se desenvolver e crescer. É aprender que teremos que conviver com nãos dolorosos, rejeições, preconceitos e intolerâncias de todos os tipos. É um desafio não responder com violência a atos que consideramos injustificáveis, e é difícil aceitar que, mesmo quando agimos corretamente, o outro tem a “liberdade” de ser indelicado, se assim o desejar. O que é ainda mais alarmante é que hoje há milhões de adultos exaustos que buscam viver com mais prazer e menos obrigações.

    Amadurecer, crescer e viver significa abdicação. Não dá para viver apenas conforme nossa vontade; muitas vezes, precisamos agir como a sociedade exige. Não é aceitável agredir uma mulher só porque ela foi honesta e mostrou mensagens no celular. Cresça e entenda que o mundo é competitivo; se você se sente inseguro ou não quer estar com ela, então faça algo a respeito…

    Fico me perguntando quantos homens e mulheres agem de forma descontrolada por não saberem gerenciar seus sentimentos e impulsos. Isso é verdadeiramente assustador! De fato, viver é complicado, e a responsabilidade por essa dificuldade é nossa.
    A reflexão sobre a vida adulta e suas complexidades nos leva a considerar o papel do equilíbrio e dos limites em nossas ações e decisões. O filósofo francês Albert Camus certa vez disse: “A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente.” Essa citação nos lembra que a maneira como vivemos hoje molda nosso amanhã. Buscar prazer sem responsabilidade pode parecer tentador, mas é fundamental reconhecer que a ausência de limites pode nos levar a uma vida superficial e repleta de insatisfações.

    Vivemos em uma era em que a liberdade de expressão é amplamente celebrada, mas, paradoxalmente, isso pode resultar em uma falta de empatia e responsabilidade. A escritora Maya Angelou afirmou: “Eu aprendi que as pessoas esquecerão o que você disse, esquecerão o que você fez, mas nunca esquecerão como você as fez sentir.” Essa verdade ressalta a importância de considerarmos nossos impactos nas vidas dos outros. O julgamento apressado e a crítica àqueles que não compreendemos são reflexos de uma sociedade que, muitas vezes, se esquece de olhar para si mesma antes de apontar dedos.

    A busca constante por prazer e a minimização das obrigações podem parecer uma forma de liberdade, mas, como disse o psicólogo Viktor Frankl: “Entre o estímulo e a resposta, há um espaço. Nesse espaço está nosso poder de escolher nossa resposta.” Essa escolha é vital. Ao impor limites e buscar um equilíbrio, podemos não apenas proteger a nós mesmos, mas também cultivar um ambiente onde a empatia e a responsabilidade se tornam pilares das nossas interações.

    A fragilidade da sociedade atual pode ser vista na forma como tratamos as divergências. O escritor e ativista Noam Chomsky destacou que “a liberdade de expressão não é uma desculpa para a falta de responsabilidade”. Em um mundo onde as opiniões são muitas vezes expressas sem consideração pelas consequências, é essencial lembrar que a liberdade deve coexistir com a responsabilidade.

    Por fim, refletir sobre a nossa própria vulnerabilidade e a autenticidade nas relações é um caminho para a verdadeira maturidade. Como disse o filósofo Sêneca: “A vida é como uma peça de teatro: não importa quanto dura, mas sim como é interpretada.” Portanto, a maneira como escolhemos viver, equilibrando nossas obrigações e a busca por prazer, define não apenas quem somos, mas também como impactamos aqueles ao nosso redor. Ao assumir a responsabilidade por nossas ações e sentimentos, podemos contribuir para uma sociedade mais empática e consciente.

  • “A experiência é valiosa, mas a proatividade e a atenção aos
    detalhes são cruciais para o sucesso.

    Um funcionário com muitos anos de empresa estava irritado porque um jovem contratado havia pouco tempo foi indicado pelo patrão para uma vaga à qual o antigo empregado pleiteava. Essa vaga implicaria em aumento salarial e responsabilidades equivalentes.
    Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:
    João: Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu e foi promovido para um cargo superior ao meu.

    A inveja do sucesso alheio pode cegar a visão sobre nossas próprias falhas e oportunidades de crescimento.


    Patrão: João, foi muito bom você vir aqui. Antes de tocarmos neste assunto, tenho um problema para resolver e gostaria de sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.
    A contra gosto e até um tanto indignado pelo estranho pedido, o funcionário foi e voltou quase uma hora depois, pois havia aproveitado para fumar, tomar café na padaria da esquina e conversar com conhecidos que passavam.
    Retornando este, o patrão perguntou:
    |.| E aí João?
    |.| Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
    |.| E quanto custa?
    |.| Isso eu não perguntei, não.
    |.| Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
    |.| Isso também eu não perguntei.
    |.| Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
    |.| Não sei, não?
    |.| Muito bem, João. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco.

    A comunicação clara e a atenção aos detalhes são fundamentais para se destacar em um ambiente competitivo.


    O patrão pegou o telefone e mandou chamar Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:
    |.| Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
    Juca partiu para cumprir a missão e, em oito minutos, voltou.
    |.| E então? Indagou o patrão.
    |.| Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para o nosso pessoal. Se o senhor preferir tem também laranja, banana e mamão. O abacaxi é vendido a R$1,50 cada, a banana e o mamão a R$1,00 o quilo, o melão R$1,20 a unidade e a laranja R$20,00 o cento, já descascado. Mas como eu disse que a compra seria grande, eles me deram 15% de desconto. Aí, aproveitei e já deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo ? explicou Juca.

    A disposição para agir e buscar soluções é mais valiosa do que anos de serviço sem iniciativa.


    Agradecendo as informações o patrão dispensou-o. Voltou-se para João que permanecia sentado ali e perguntou-lhe:
    |.| João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?
    |.| Nada sério, não, patrão. Esqueça. Com licença.
    E João deixou a sala

    Autor desconhecido.