
Não estou aqui para levantar bandeiras. Seja você de esquerda, direita ou qualquer outra posição, somos livres para ter nossas opiniões e segui-las. No entanto, é inegável que vivemos em uma época em que expressar opiniões se transforma em uma batalha interminável, repleta de ofensas grotescas e de uma falta de respeito generalizada. E eu me pergunto: qual é o propósito disso?
A frase que diz que, para mudar o mundo, precisamos começar por nós mesmos, tornou-se um clichê, ou atualmente conhecido como algo “cringe” que, por sua vez, parece ter se esvaído em meio aos conceitos de coaching. ( risos)
É triste perceber que muitos parecem mais interessados em apontar dedos do que em promover mudanças reais em si mesmos.
Diariamente, ao me deslocar para o trabalho, passo por uma comunidade, e não estou aqui para julgar, mas sim para refletir sobre uma realidade cotidiana. É importante deixar isso claro antes que as críticas comecem a surgir, pois meu teto também é de vidro!
Ao observar melhor enquanto ali passava, é desolador ver a quantidade de lixo acumulado nas ruas. Todos os dias, sofás, restos de móveis e até eletrodomésticos são abandonados nas calçadas, obstruindo o trânsito local e a passagem de pedestres. Hoje, reparei em diversos carros estacionados na ciclovia, obrigando um ciclista a transitar entre os veículos, já que seu direito a um caminho seguro foi ignorado.
Qual é a minha mensagem? Exatamente essa, a clichê : enquanto muitos jogam a culpa no governo e nos líderes, a verdade é que, se não houver uma mudança em nossa postura como sociedade, é como ser individual e consciente, nada mudará!
O governo pode ordenar a limpeza das ruas, mas é impossível combater diariamente o acúmulo de lixo em locais como este, entre tantos outros.
É preciso reconhecer que não adianta transferir responsabilidades aos governantes se não cumprimos com nossos deveres. Atualmente, muitos focam apenas nos direitos que possuem, esquecendo que, para garantir esses direitos, é fundamental respeitar os deveres, que estão sempre interligados.
E se fazemos essa transferências ao governo, quem dirá as nossas famílias, amigos, empresas e “chefes”!
O quanto realmente reconhecemos que mudar é essencial e só pode ser feito de dentro pra fora?
Portanto, comporte-se por favor!
E veja se cresce…
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