
Um ditado antigo dizia: “De médico e de louco, todo mundo tem um pouco”. Mas, sinceramente, ultimamente, suspeito que os médicos tenham pedido demissão e apenas os loucos restaram! É bebê rebourn, os therians, esposas troféus… parece que estamos vivendo em um reality show onde o prêmio é a sanidade. Cada dia é uma nova competição de quem consegue ser mais excêntrico. É como se o mundo tivesse decidido que a normalidade é uma opção de menu que ninguém escolhe mais. E quem precisa de médicos quando temos uma infinidade de especialistas em Instagram prontos para nos curar com dicas de autocuidado e smoothies verdes? Ah, a vida moderna, onde o verdadeiro tratamento é um bom meme!
E assim, entre vídeos de dança e receitas de “superalimentos”, vemos o surgimento de novas tribos urbanas. Os minimalistas, por exemplo, que acreditam que a felicidade está em ter apenas uma colher e um par de meias. Enquanto isso, os maximalistas enchem suas casas de objetos que, acreditem, têm um significado profundo – como aquele quadro abstrato que, segundo eles, representa a luta interna entre a necessidade de um café e a busca pela iluminação espiritual.
E quem pode esquecer os entusiastas do autocuidado? Eles proclamam que uma máscara facial de abacate e uma sessão de meditação são a solução para todos os problemas da humanidade. Se você está triste, precisando de um emprego ou, quem sabe, lidando com uma crise existencial, basta mergulhar em um spa de toalhas quentes e óleos essenciais. A lógica é inquestionável: se a vida te der limões, faça uma esfoliação com eles!
Mas não podemos deixar de lado os defensores da tecnologia, que juram que a felicidade reside em um aplicativo que conta suas calorias e suas horas de sono. Na verdade, eles estão tão obcecados por seus smartphones que, se um dia a tecnologia decidir se rebelar e cobrar uma taxa de “usuário”, estaríamos todos prontos para uma revolução! E, claro, depois de uma maratona de vídeos no TikTok, ainda teríamos tempo para nos perguntar: “O que estou fazendo da minha vida?” enquanto postamos uma selfie com a legenda “viva o agora”!
E no meio desse circo, temos os filósofos de sofá, que sentam-se em suas poltronas e produzem teorias sobre o sentido da vida, baseadas em episódios de séries de TV. Afinal, quem precisa de Platão quando se tem a sabedoria de um personagem fictício que decidiu que a vida é uma série de escolhas entre pizza ou sushi?
Sim, a humanidade evoluiu, mas talvez não da maneira que esperávamos. Em vez de avançarmos rumo a uma era de racionalidade e sabedoria, parece que estamos todos competindo pelo título de “o mais excêntrico” em um grande espetáculo chamado vida. E, no final das contas, talvez o verdadeiro prêmio não seja a sanidade, mas a capacidade de rir de nós mesmos e das nossas desventuras. Porque, sejamos sinceros, se não podemos rir da nossa própria loucura, o que mais nos resta?
